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domingo, 24 de abril de 2011

melhor amigo?!




Éramos amigos, amigos normais, amigos bem normais, até ao dia em que nos apeteceu chatear-te e assim o fizemos - passamos uma hora a chatear-te, até ao momento em que, de uma simples brincadeira, te fiz a pergunta mais absurda no mundo e à qual tu respondes-te « sim ». Aquilo parecia um sonho, um pesadelo, sei lá. Eu sentia-me bem, isso sentia-me, mas não gostava de ti aquele ponto. Éramos simplesmente, amigos. Amigos normais. E eu tentei dizer-te isso, mas tu, tu com essa tua calma incrível, fizes-te-me acreditar que era real, que era bem real e eu segui em frente, nesta nova aventura, mas agora, contigo. Passaram-se horas, dias, semanas e meses e eu, realmente, fui bastante feliz a teu lado. Fazias-me sentir  nas nuvens. Eu não estava contigo porque, simplesmente queria o teu dinheiro, nada disso. Estava contigo porque pensava que te amava e tu assim me fizes-te querer. Começas-te a ficar cada vez mais estranho, as tuas atitudes não eram, de todo, da pessoa que eu tinha conhecido a algum tempo, daquele amigo que eu nem bem nem mal conhecia, daquele actual namorado e a minha pressão começava a aumentar, coisa que tu não gostas-te, coisa que odeias-te - na verdade, quem é que gosta de ser pressionado? - E acabou por acabar, como tudo na vida. Chorei muito, pois pensava que era a teu lado o resto dos meus dias, mas enganei-me, como sempre. E no dia em que, realmente percebi que tudo tinha acabado, por incrível que pareça, senti-me bem. Não sei explicar, mas senti-me bem. A nossa grande-pequena amizade parecia ter voltado e namorar - namorar era passado, esquecido e enterrado. Agora, éramos apenas amigos, com uma vontade enorme de nos abraçar, com saudades dos velhos tempos, mas com o tempo, isso passou. Eu sentia-me bem. Estava mais feliz do que nunca. Até ao momento em que pude considerar ser « traída ». Eras das pessoas em quem eu mais confiava, contei-te tudo. Tudo tudo tudo. Contei-te mesmo tudo e  senti-me bem por isso. Estavas a ser como o melhor amigo que nunca tive. Estavas a ser fundamental. Tu és tão parecido comigo, já deste aquele salto na vida que eu dei. Compreendes como quase ninguém. Mas, será que te posso mesmo chamar de melhor amigo?! Não sei, mas neste momento, é a única coisa que te consigo considerar, pois tu, tu tens ouvido todos os meus detalhes, assim como ninguém consegue fazer. Só tenho a dizer-te um grande grande Obrigada, pois é graças a ti que, neste momento, me consigo sentir bem!

3 comentários:

sem medos, nem vergonhas, todos somos seres humanos.